A estudante de jornalismo Thatiana, 21 anos, é … (more)
Added: January 07, 2008
A estudante de jornalismo Thatiana, 21 anos, é tão agitada que seus amigos a consideram ‘biônica’. Daí o apelido Thati Bione. A espevitada brasiliense é fã de esportes e adora jogar futebol nos fins de semana. Ela também é professora de inglês e gosta mesmo é de dar aulas para crianças.
Quando a encontramos pela última vez, a agente do FBI Gracie Hart tinha acabado de salvar o concurso Miss USA, embonecada para parecer uma candidata viável, fez muitos novos amigos e atraiu o afeto do colega agente Eric Matthews. “Miss Simpatia”, com Sandra Bullock estrelando no papel de Gracie, faturou cerca de US$ 106 milhões nas bilheterias apenas nos EUA.
Com cerca de dez minutos da seqüência, “Miss Simpatia 2 - Armada e Perigosa”, que estreou nesta quinta-feira (17/03) nos Estados Unidos, a nova celebridade de Gracie a obriga a abandonar seu trabalho como agente secreta.
E pior, ela fica sem namorado. O agente Matthews desaparece e não é substituído, e Gracie tropeça numa espécie de relação de amor e ódio com sua guarda-costas durona e parceira Sam Fuller (interpretada por Regina King).
Epa! Vamos repetir: uma comédia de um grande estúdio, estrelada pelo protótipo da garota que mora ao lado, Sandra Bullock, em que seu personagem é infeliz no amor e não termina com o mocinho.
Isso existe? Pode apostar suas flores murchas e bombons estragados do Dia dos Namorados, diz a produtora, Sandra Bullock.
“Para começar, não era uma comédia romântica”, diz Bullock, que produziu “Miss Simpatia 2″, assim como o filme original, por meio de sua produtora, Fortis Film. “Quero que as mulheres sejam capazes de fazer as mesmas coisas que os homens nas comédias e dizer: ‘Isso é uma comédia’. Por que sempre tem de ser uma comédia romântica? Por que a garota tem de ficar com o cara? Por que não pode ser um ‘filme de amigos’?”
Como é ela quem manda, as respostas para as últimas perguntas parecem ser: “Ela não fica” e “Pode”.
“Sandy é muito inteligente e sabe o que já fez”, diz Enrique Murciano, que faz um agente do FBI bonitinho com quem Gracie Hart não se envolve romanticamente. “Acho que ela pensou: ‘É uma ótima oportunidade para fazer um filme de amigos’. Acho que ela reconheceu essa oportunidade e a perseguiu.”
Benjamin Bratt, Michael Caine e Candice Bergen –que participaram da primeira versão– estão ausentes da seqüência, mas Heather Burns, Ernie Hudson e William Shatner continuam.
Apesar de não ter romance, “Miss Simpatia 2″ certamente é uma comédia. Além de Bullock e King quase se matarem constantemente, a história –ambientada principalmente em Las Vegas– apresenta figurinos incríveis, uma estilista pessoal exagerada (interpretada por Diedrich Bader), piadas e muitas perseguições. Mais importante para os objetivos da estrela/produtora, o filme também tem algo a dizer.
“Acho que é uma mensagem importante para qualquer pessoa que se sinta deslocada, única ou que não pertence às massas”, diz Bullock. “O que é normalidade? Isso não existe. A sociedade está tentando nos controlar como gado. Todos podemos viver juntos e ter opiniões diferentes.”
Bullock –”Sandy” para o elenco e equipe do filme– está usando um casaco pesado sobre jeans. Folheando uma brochura em um hotel elegante de Beverly Hills, a nativa de Washington (DC), hoje com 40 anos, murmura: “É bom saber onde você pode comprar relógios Christian Dior, se desejar. Eu não desejo. Mas tudo bem, vou guardar isto”.
Dizendo que não é uma “boa celebridade”, Bullock conduz as tarefas promocionais de seu filme com graça e humor. “Miss Simpatia 2″ é seu primeiro papel desde “Amor à Segunda Vista” (2002), que faturou US$ 200 milhões e que ela também produziu.
Seus próximos projetos incluem um papel atípico no conjunto de “Crash”, para o autor e diretor Paul Haggis (que escreveu “Menina de Ouro”) e interpretar Nell Harper Lee no filme “Every Word Is True” sobre tema de Truman Capote. Ela também vai se reunir com seu astro de “Speed”, Keanu Reeves, no próximo “Il Mare”.
Nos bastidores, Sandra Bullock foi produtora-executiva de “The George Lopez Show” desde o início, fazendo ocasionalmente uma aparição como convidada. Ela doou recentemente US$ 1 milhão para o socorro às vítimas do tsunami. Quando se fala em filantropia, ela simplesmente diz: “Eu podia”.
“Eu adoro o trabalho”, ela diz. “O resto não sei muito bem como lidar, e não faço bem. Eu não faço as coisas que dariam uma boa celebridade. Fico irritada quando as faço. Eu penso: ‘Isso não tem a ver com o trabalho’. Mas preciso lembrar que tem a ver com o trabalho. Eu o estou promovendo, mas não sinto que vou contribuir promovendo uma coisa que não tem a ver com o trabalho.”
Segundo seus colegas atores e o diretor John Pasquin, Bullock é uma produtora “mão na massa”, envolvendo-se desde a locação até a escolha da trilha sonora e do elenco, reescrevendo e até editando, “até que a tranquei fora da sala”, brinca Pasquin.
“Ela tem uma opinião, não tem medo de expressar sua opinião, mas não é dogmática”, diz Pasquin (”Meu Papai É Noel”, “Jungle 2 Jungle”), que assumiu a função do diretor original de “Miss Simpatia”, Donald Petrie. “Ela é o dinheiro e é o motivo pelo qual as pessoas vão ver o filme, por isso é importante. Certamente todo mundo na Warner e na Castle Rock acham que é melhor escutar o que ela diz.”
“É o meu trabalho. Faço o que um produtor faz”, retruca Bullock sobre um trabalho cujos deveres ela adora: selecionar, delegar, ficar obcecada sobre canções que não se encaixam bem ou o som que poderia ser mais engraçado.
“Três semanas atrás estávamos na dublagem final, tentando acertar a música, e chegamos ao último trecho deitados no chão”, ela diz. “Eu gosto desse processo do drama e como o destrinchamos.”
Antes de ser atriz, disse Bullock –filha de um treinador de voz e uma cantora de ópera–, ela gostava dos elementos técnicos da apresentação teatral. “Eu fazia teatro na escola e sempre ficava no lado técnico. Era preciso fazer isso. Quando você não conseguia um papel, trabalhava na iluminação.”
Muitos anos depois, é claro, Sandra Bullock parece estar com múltiplas tarefas, mas diz que produzir tem tudo a ver com saber delegar, contratar as melhores pessoas –incluindo as que fazem a estrela/produtora brilhar mais– e deixá-las fazer seu trabalho.
Isso também vale para a escolha do elenco. Desde o início Bullock diz que procurava um parceiro igual para ajudar Gracie a carregar o filme. Ela o encontrou na alma gêmea King (”Ray”, “Jerry Maguire”). Assim, Fuller faz uma imitação de Tina Turner para ter acesso a um camarim importante, com Gracie/Bullock usando uma roupa de corista e dançando ao fundo.
“Ela é uma pessoa corajosa”, disse King. “Ela permite que outra atriz entre e não se sente intimidada. Gosta de contar uma boa história, e não é do tipo ‘Eu quero brilhar’. Ela é do tipo: ‘Eu sou a produtora. Meu nome está acima do título. Se fizer um bom trabalho e garantir que tudo no filme seja bom, então eu sou melhor’.”
A questão do aborto pode se revelar a mais emotiva para senadores e ativistas quando iniciarem-se as audiências de confirmação de John Roberts para a Suprema Corte, no final do verão norte-americano. Entretanto, estatisticamente, o aborto está se tornando um fator menor para as mulheres americanas.
O índice nacional vem caindo há mais de duas décadas. Atualmente está em sua menor baixa desde 1974, ano seguinte à decisão de Roe contra Wade que derrubou proibições estaduais ao aborto quando determinou que a decisão de uma mulher de interromper sua gravidez por cirurgia é uma questão privada protegida pela Constituição.
Ativistas dos dois lados da luta dizem que os americanos que defendem o direito de escolha têm sido menos apaixonados sobre suas crenças nos últimos anos do que o movimento pró-vida — em parte porque as mulheres que atualmente estão no auge da fertilidade nasceram depois de Roe. Algumas talvez considerem o aborto um direito garantido. Outras podem ser influenciadas por suas mães, irmãs ou amigas que tiveram experiências negativas com ou arrependimentos em relação ao aborto.
“As mulheres que hoje têm 20 ou 30 anos vêem isso de uma forma muito diferente. Não é que marginalizem o aborto. Elas simplesmente não querem que aconteça”, disse Serrin Foster, presidente do grupo anti-aborto Feministas pela Vida dos EUA, para o qual a esposa de Roberts, Jane Sullivan Roberts, é consultora jurídica
Até certo ponto, os defensores dos direito ao aborto concordam.
“A coisa mais importante que estamos vendo é um aumento da prevenção. As pessoas querem reduzir a necessidade do aborto”, disse Celinda Lake, estrategista Democrata que faz pesquisas de opinião para a Naral Pro-Choice America.
Lake, porém, disse que confrontos anteriores na Suprema Corte mostraram que as mulheres que defendem a escolha acordam para a luta quando sentem que seu direito à escolha está vulnerável. “As pessoas se preocupam com as coisas quando precisam”, disse ela.
Durante os anos, os conservadores religiosos que acreditam que a vida começa com a concepção procuraram juizes que enfraquecessem a decisão da Suprema Corte. Apesar de Roberts não ter revelado nada de concreto, alguns têm esperanças de que fará a corte tender nesta direção.
Enquanto isso, dados divulgados no mês passado pelo Instituto Alan Guttmacher, que apóia o direito ao aborto, dizem que menos de 21 em cada 1.000 mulheres entre 15 e 44 anos fizeram aborto em 2002, o ano mais recente com dados disponíveis. Isso se compara com um índice de mais de 29 por 1.000 no auge do aborto nos EUA, em 1980 e 1981. Se a tendência continuar, o aborto em breve poderá cair para seu índice de 1974, de 19 em cada 1.000 mulheres em idade reprodutiva.
O declínio do aborto coincidiu com uma série de tendências. Nas três últimas décadas, os métodos de controle de natalidade tornaram-se mais disponíveis, socialmente aceitáveis e aprimorados, e hoje incluem contraceptivos hormonais de longa ação, como implantes e adesivos. Em 1995, apenas 0,8% das mulheres disseram ter usado métodos de contracepção de emergência, como a pílula “da manhã seguinte” ou uma dose concentrada de contraceptivos para aumentar as chances de impedir uma gravidez depois de relação sexual sem proteção; em 2002, 4,2% das mulheres disseram ter usado esse tipo de medida de emergência.
Atualmente, é maior o número de mulheres que cursa a faculdade e segue uma carreira, conquistas associadas a uma incidência menor de gestações indesejadas, segundo os pesquisadores. Além disso, o número de médicos que fazem abortos vem caindo e são raros em muitas partes do país.
A gravidez entre adolescentes caiu, e o número de Estados que requer notificação dos pais em casos de abortos de adolescentes cresceu. Além disso, depois que o conservadorismo religioso encontrou maior voz na última década no Congresso e, mais recentemente, na Casa Branca, aumentaram os programas de abstinência nas escolas e o envolvimento na religião organizada. Alguns congressistas democratas, avaliando as perdas eleitorais do ano passado, querem que o partido adote uma imagem diferente, que atraia eleitores religiosos ambivalentes ou opostos ao aborto.
O declínio geral do índice de aborto, entretanto, obscurece uma dicotomia socioeconômica que poderia ser politicamente informativa, neste momento em que os democratas avaliam a pressão que devem exercer sobre Roberts e suas opiniões.
Apesar de o índice ter apresentado grande queda entre as mulheres mais ricas, de fato aumentou entre as mulheres pobres na segunda metade da década de 90. Enquanto a economia americana florescia, uma reforma das leis de previdência social tirou as mães pobres e solteiras de casa e as empurrou para empregos geralmente mal pagos.
Comparando os subconjuntos demográficos de 1994 e 2000, os pesquisadores descobriram que o aborto entre as mulheres de classe média e alta caiu de 16 por 1.000 para 10 por 1.000. As mulheres pobres, que têm menos propensão a votar, recorreram mais freqüentemente à interrupção da gravidez — de 36 por 1.000 em 1994 para 44 por 1.000 em 2000.
No geral, os americanos ainda defendem fortemente a decisão de Roe, mesmo que não escolham o aborto para eles mesmos ou suas parceiras sexuais. Em uma pesquisa da CBS News neste mês, 59% viam a decisão como uma “coisa boa”, enquanto 32% achavam que era “uma coisa ruim”. Uma pesquisa do Gallup no final de junho concluiu que 65% dos entrevistados queriam que o próximo juiz da Suprema Corte fosse alguém que mantivesse Roe, enquanto 29% queriam que o juiz defendesse sua anulação.
O único juiz na corte na época de Roe que ainda está atuando é William Rehnquist, que tem câncer de tiróide. O Comitê Nacional de Direito à Vida, grupo anti-aborto, disse que a atual corte manteria Roe por 6 votos a 3. Sob essa avaliação, mesmo que Roberts, nomeado para substituir a juíza Sandra Day O’Connor, que se aposenta, fosse a favor de derrubar parte ou toda a decisão de Roe, seria necessária outra mudança na bancada para desfazer a decisão marcante da corte. No entanto, em questões menores, inclusive a proibição de procedimentos no final da gravidez chamados abortos de nascimento parcial e casos de notificação parental, a corte parece dividida, com 5 votos contra 4. Nesses casos, a opinião ideológica ou jurídica de Roberts pode ser decisiva.
Roberts assumiu posições contra a decisão de Roe e contra os fundos federais para abortos quando trabalhou para o governo federal, sob o mandato do pai do presidente Bush. Mas o nomeado, que é católico, não divulgou suas opiniões sobre a validade de Roe, cujo raciocínio jurídico é considerado questionável por muitos acadêmicos.
Os defensores de Roberts o estão aconselhando a não revelar mais detalhes nas audiências, que começarão em torno do dia do Trabalhador. “Conversamos sobre a questão do aborto”, disse o senador republicano Lindsey Graham, advogado que discutiu com Roberts as audiências. “Ele disse que há dois lados em torno do raciocínio jurídico de Roe contra Wade”, disse Graham, “e explicou como cada um via a decisão, mas foi determinado ao dizer que não seria apropriado, como candidato (à vaga da Suprema Corte), comentar como decidiria qualquer questão particular no futuro.”
Apesar da tendência de longo prazo nos EUA, o índice de aborto ainda é maior que na maior parte das nações industrializadas do Ocidente. Cerca de uma em cada cinco gestações nos EUA terminam em aborto, de acordo com dados do Centro Nacional de Estatísticas da Saúde de 2000. Em 2002, o índice de aborto traduziu-se em cerca de 1,29 milhões de abortos.
Moda é a tendência de consumo da atualidade. A moda é composta de diversos estilos que podem ter sido influenciados sob diversos aspectos. Acompanha o vestuário e o tempo, que se integra ao simples uso das roupas no dia-a-dia. É uma forma passageira e facilmente mutável de se comportar e sobretudo de se vestir ou pentear.
Para criar estilo, os figurinistas utilizaram-se de cinco elementos básicos: a cor, a silhueta, o caimento, a textura e a harmonia.
A moda é abordada como um fenômeno sócio-cultural que expressa os valores da sociedade - usos, hábitos e costumes - em um determinado momento. Já o estilismo e o design são elementos integrantes do conceito moda, cada qual com os seus papéis bem definidos.
A moda é um sistema que acompanha o vestuário e o tempo, que integra o simples uso das roupas no dia-a-dia a um contexto maior, político, social, sociológico. Pode-se ver a moda naquilo que se escolhe de manhã para vestir, no look de um punk, de um skatista e de um pop star, nas passarelas do mundo, nas revistas e até mesmo no fato que veste um político ou no vestido das avós.